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O que é o protocolo HL7 e por que ele é essencial na saúde digital

Você já ouviu falar em HL7 ? Se você trabalha com tecnologia na saúde, ou atua em hospitais, clínicas ou laboratórios, precisa entender por que esse protocolo é essencial para a comunicação entre sistemas de informação em saúde — e como ele impacta diretamente a segurança, a agilidade e a qualidade do atendimento ao paciente. Neste post, vamos te explicar de forma clara e objetiva o que é o HL7, como ele funciona e por que é um dos pilares da chamada saúde digital . O que é HL7? HL7 (Health Level Seven) é um conjunto de padrões internacionais criados para permitir a troca eletrônica de informações clínicas e administrativas entre sistemas de saúde . Em outras palavras, ele é como um "idioma comum" que faz diferentes softwares "conversarem entre si" — algo essencial em ambientes hospitalares, onde coexistem sistemas de prontuário eletrônico, laboratório, farmácia, agendamento, faturamento e muitos outros. Onde o HL7 é usado? Você já fez um exame de sangue e os ...

Tendências emergentes em cibersegurança para 2025: Protegendo dados em um Mundo conectado


A cibersegurança nunca foi tão crucial quanto agora. Com o avanço da tecnologia e a crescente digitalização de processos, empresas e indivíduos precisam estar preparados para enfrentar ameaças cada vez mais sofisticadas. Mas quais são as principais tendências que moldarão a segurança da informação em 2025? Neste artigo, exploramos os avanços e desafios que marcarão o cenário da cibersegurança no próximo ano.

1. Inteligência Artificial na Cibersegurança

A Inteligência Artificial (IA) está revolucionando a segurança digital ao detectar e responder a ameaças em tempo real. Com algoritmos avançados, as soluções de cibersegurança baseadas em IA conseguem analisar grandes volumes de dados, identificar padrões suspeitos e mitigar ataques antes que causem danos significativos.

Como a IA está sendo usada?

  • Detecção de ameaças automatizada
  • Respostas em tempo real a ataques cibernéticos
  • Prevenção de fraudes com análise de comportamento
  • Monitoramento de rede contínuo e aprimorado

2. Zero Trust Security: Nunca Confie, Sempre Verifique

O modelo Zero Trust Security elimina a confiança implícita e exige autenticação e validação contínuas para o acesso a sistemas e dados. Esse conceito se tornou essencial diante do aumento do trabalho remoto e das ameaças internas.

Principais características do Zero Trust:

  • Autenticação multifator (MFA) obrigatória
  • Segmentação de rede para evitar movimentações laterais
  • Monitoramento contínuo de usuários e dispositivos

3. Proteção de Dispositivos IoT

Com bilhões de dispositivos conectados à Internet das Coisas (IoT), a segurança dessas conexões tornou-se um desafio crítico. Hackers estão explorando vulnerabilidades em dispositivos como câmeras de segurança, assistentes virtuais e dispositivos médicos.

Como proteger dispositivos IoT?

  • Uso de senhas fortes e criptografia
  • Atualizações regulares de firmware
  • Monitoramento contínuo do tráfego de rede

4. Automação e Orquestração de Segurança

Com o aumento do volume de ameaças, a automação de processos de cibersegurança se tornou essencial. Ferramentas de Security Orchestration, Automation and Response (SOAR) permitem que empresas respondam rapidamente a incidentes sem intervenção humana.

Benefícios da automação na segurança:

  • Resposta rápida a incidentes
  • Redução da carga operacional para equipes de TI
  • Análise e mitigação proativa de riscos

5. Educação e Conscientização em Cibersegurança

Os ataques cibernéticos muitas vezes exploram erros humanos, tornando a educação e o treinamento fundamentais para a segurança das empresas.

Medidas para fortalecer a cultura de segurança:

  • Treinamentos regulares para funcionários
  • Simulações de ataques de phishing
  • Políticas claras de segurança e boas práticas

Conclusão

A cibersegurança em 2025 será definida pela necessidade de adaptação constante a novas ameaças. O uso de IA, a implementação do Zero Trust, a segurança de dispositivos IoT, a automação e a educação corporativa serão os pilares fundamentais para proteger dados e infraestruturas. Estar atualizado com essas tendências não é mais uma opção, mas sim uma necessidade para qualquer empresa ou profissional de tecnologia.

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